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	<title>Comentários sobre: Como vencer uma eleição (by taciana)</title>
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		<title>Por: taciana</title>
		<link>http://patoquantico.wordpress.com/2008/02/15/como-vencer-uma-eleicao-by-taciana/#comment-223</link>
		<dc:creator>taciana</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 01:46:52 +0000</pubDate>
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		<description>Eu realmente queria ter respondido antes, mas, como diria um amigo, os dias estão simplesmente lotados.
Então, Iago...não concordo (surpresa!) com essa visão &#039;romântica&#039; de utopia. Nela a utopia é uma promessa de realização do homem, e a história, assim, é divinizada, torna-se o novo deus (atravessando a história o homem alcança a realização). É uma esperança naquilo que ainda não existe, um otimismo ideológico.
O cristianismo não é utopia, não é nem mesmo religião. O cristianismo é um acontecimento, um fato (e aí está toda a pretensão cristã): um homem disse ser Deus. Ou isso pode ser verificado, experimentado hoje, ou, não serve para nada.
Também não concordo (surpresa, de novo!) com o relativismo da verdade. A verdade ou existe, ou não. Não existe uma &#039;meia verdade&#039;. Existe a mentira. Além disso, a busca da verdade não prescinde da razão. Posso afirmar, inclusive, que a fé é o ápice da razão. 

P.S A frase de João Paulo II é completamente diferente daquela de Galeano: o primeiro vislumbra, diante de si, o sentido do cosmos e da história (Cristo). O segundo baseia a caminhada em algo etéreo, inexistente, ou seja, em uma elaboração da mente humana.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu realmente queria ter respondido antes, mas, como diria um amigo, os dias estão simplesmente lotados.<br />
Então, Iago&#8230;não concordo (surpresa!) com essa visão &#8216;romântica&#8217; de utopia. Nela a utopia é uma promessa de realização do homem, e a história, assim, é divinizada, torna-se o novo deus (atravessando a história o homem alcança a realização). É uma esperança naquilo que ainda não existe, um otimismo ideológico.<br />
O cristianismo não é utopia, não é nem mesmo religião. O cristianismo é um acontecimento, um fato (e aí está toda a pretensão cristã): um homem disse ser Deus. Ou isso pode ser verificado, experimentado hoje, ou, não serve para nada.<br />
Também não concordo (surpresa, de novo!) com o relativismo da verdade. A verdade ou existe, ou não. Não existe uma &#8216;meia verdade&#8217;. Existe a mentira. Além disso, a busca da verdade não prescinde da razão. Posso afirmar, inclusive, que a fé é o ápice da razão. </p>
<p>P.S A frase de João Paulo II é completamente diferente daquela de Galeano: o primeiro vislumbra, diante de si, o sentido do cosmos e da história (Cristo). O segundo baseia a caminhada em algo etéreo, inexistente, ou seja, em uma elaboração da mente humana.</p>
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		<title>Por: Iago</title>
		<link>http://patoquantico.wordpress.com/2008/02/15/como-vencer-uma-eleicao-by-taciana/#comment-217</link>
		<dc:creator>Iago</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 22:27:31 +0000</pubDate>
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		<description>A utopia como conjunto de idéias é referencial (motivacional) para a humanidade e o fato de  buscá-la (ou andar em sua direção, procurar saídas), não implica necessariamente em ser &quot;pouco prático&quot; ou &quot;não-objetivo&quot;.

Ora, nunca poderemos ser magninamente e perenemente justos, sinceros, amáveis, honestos, felizes, etc. e provavelmente nunca conseguiremos uma sociedade justa (feliz, no sentido de plena realização material e espiritual de seus integrantes), igualitária (em qualquer sentido utilizado), com oportunidades para todos. Tal estado de desenvolvimento das sociedades não existe em parte alguma, mas nada impede que nos inspirem na direção destes ou de qualquer que sejam nossos ideais. 

Veja por outro prisma: a utopia não é atemporal: o que era utópico, abstrato, pode ser concreto amanhã, possível. A democracia (como a temos) já foi uma utopia, o fim da escravidão, o voto feminino algo impensável, que o diga voar ou uma série de maravilhas que temos hoje. Neste sentido, o amanhã constitui a utopia. E é o que se pode fazer: dada uma necessidade hoje, fazer o possível para que o impossível seja progressivamente possível. Esta trajetória, por definição, se prolonga ad infinitum. (o que é possível, claro, depende de nossas forças, empenho, organização, etc.). Neste sentido, a utopia não está desvinculada da ação cotidiana, elas se confundem.

Quanto à religião católica, discordo de que não tenha alicerces utópicos em inúmeras passagens de seus textos principais e que isto não inspire diversas ações concretas nos seus crentes ou o próprio discurso da Igreja. A própria militância da Igreja Católica no Brasil (e da CNBB), notadamente durante a ditadura militar, está baseada em um discurso e de um projeto social permeado de utopia (fim de desigualdades, fim da ditadura, tortura, condições dignas para o povo, etc). Claro que este movimento não resume o catolicismo (ainda que se inspire nele), mas a Igreja católica (e seus fiéis) não é um corpo compacto, ainda que se proponha isso (outra utopia?). Penso também nos planos pastorais e nas campanhas da fraternidade que, ano a ano, apresentam um plano para sociedade e para os fiéis: não há um projeto de sociedade cristã? Pois nas palavras do Papa João Paulo II, em carta ao Brasil na Campanha da Fraternidade de 1988:

“O importante é não olhar para trás, mas para a frente, dar a mão ao próximo, para caminhar juntos, como irmãos, em comunhão, no mesmo sentido: no sentido da construção de uma sociedade mais justa e fraterna, onde haja lugar para todos.”

Quanto ao fato de que &quot;um homem é Deus&quot;, trata-se na verdade de uma crença que você assume como fato. Assume para todos e para mim, já que o fato de eu não compartilhar da sua crença não viola a (suposta) existência de Deus. Por outro lado, também não a prova (é aquela velha discussão sobre a fé): infelizmente, Deus não constitui uma verdade objetiva (ou seja, uma verdade para todos), portanto não é um fato e muitas implicações que dependem disso perdem validade. Assim, por exemplo, o “paraíso cristão” passa a ser uma utopia, assim como o seu retorno, posto que embora caminhem em direção a ele (ou esperem por ele), trata-se de algo (objetivamente) inatingível e inexistente.

Que fique claro que isso não é um ataque a Deus ou a você ou à religião. Só que não se trata de um argumento (fé) apropriado para invalidar a relação entre catolicismo (como religião, um fenômeno social) e utopia (idéias, proposições, discurso).

Deixo, por fim, uma citação de Eduardo Galeano aqui:
“La utopía está en el horizonte. Camino dos pasos y el horizonte se corre diez pasos más allá. Entonces, ¿para qué sirve la utopía? Para eso, sirve para caminar”</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A utopia como conjunto de idéias é referencial (motivacional) para a humanidade e o fato de  buscá-la (ou andar em sua direção, procurar saídas), não implica necessariamente em ser &#8220;pouco prático&#8221; ou &#8220;não-objetivo&#8221;.</p>
<p>Ora, nunca poderemos ser magninamente e perenemente justos, sinceros, amáveis, honestos, felizes, etc. e provavelmente nunca conseguiremos uma sociedade justa (feliz, no sentido de plena realização material e espiritual de seus integrantes), igualitária (em qualquer sentido utilizado), com oportunidades para todos. Tal estado de desenvolvimento das sociedades não existe em parte alguma, mas nada impede que nos inspirem na direção destes ou de qualquer que sejam nossos ideais. </p>
<p>Veja por outro prisma: a utopia não é atemporal: o que era utópico, abstrato, pode ser concreto amanhã, possível. A democracia (como a temos) já foi uma utopia, o fim da escravidão, o voto feminino algo impensável, que o diga voar ou uma série de maravilhas que temos hoje. Neste sentido, o amanhã constitui a utopia. E é o que se pode fazer: dada uma necessidade hoje, fazer o possível para que o impossível seja progressivamente possível. Esta trajetória, por definição, se prolonga ad infinitum. (o que é possível, claro, depende de nossas forças, empenho, organização, etc.). Neste sentido, a utopia não está desvinculada da ação cotidiana, elas se confundem.</p>
<p>Quanto à religião católica, discordo de que não tenha alicerces utópicos em inúmeras passagens de seus textos principais e que isto não inspire diversas ações concretas nos seus crentes ou o próprio discurso da Igreja. A própria militância da Igreja Católica no Brasil (e da CNBB), notadamente durante a ditadura militar, está baseada em um discurso e de um projeto social permeado de utopia (fim de desigualdades, fim da ditadura, tortura, condições dignas para o povo, etc). Claro que este movimento não resume o catolicismo (ainda que se inspire nele), mas a Igreja católica (e seus fiéis) não é um corpo compacto, ainda que se proponha isso (outra utopia?). Penso também nos planos pastorais e nas campanhas da fraternidade que, ano a ano, apresentam um plano para sociedade e para os fiéis: não há um projeto de sociedade cristã? Pois nas palavras do Papa João Paulo II, em carta ao Brasil na Campanha da Fraternidade de 1988:</p>
<p>“O importante é não olhar para trás, mas para a frente, dar a mão ao próximo, para caminhar juntos, como irmãos, em comunhão, no mesmo sentido: no sentido da construção de uma sociedade mais justa e fraterna, onde haja lugar para todos.”</p>
<p>Quanto ao fato de que &#8220;um homem é Deus&#8221;, trata-se na verdade de uma crença que você assume como fato. Assume para todos e para mim, já que o fato de eu não compartilhar da sua crença não viola a (suposta) existência de Deus. Por outro lado, também não a prova (é aquela velha discussão sobre a fé): infelizmente, Deus não constitui uma verdade objetiva (ou seja, uma verdade para todos), portanto não é um fato e muitas implicações que dependem disso perdem validade. Assim, por exemplo, o “paraíso cristão” passa a ser uma utopia, assim como o seu retorno, posto que embora caminhem em direção a ele (ou esperem por ele), trata-se de algo (objetivamente) inatingível e inexistente.</p>
<p>Que fique claro que isso não é um ataque a Deus ou a você ou à religião. Só que não se trata de um argumento (fé) apropriado para invalidar a relação entre catolicismo (como religião, um fenômeno social) e utopia (idéias, proposições, discurso).</p>
<p>Deixo, por fim, uma citação de Eduardo Galeano aqui:<br />
“La utopía está en el horizonte. Camino dos pasos y el horizonte se corre diez pasos más allá. Entonces, ¿para qué sirve la utopía? Para eso, sirve para caminar”</p>
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		<title>Por: taciana</title>
		<link>http://patoquantico.wordpress.com/2008/02/15/como-vencer-uma-eleicao-by-taciana/#comment-215</link>
		<dc:creator>taciana</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 15:18:57 +0000</pubDate>
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		<description>Não acredito na utopia (uma concepção irrealizável, um lugar que não existe) como ponto de partida. Acredito na objetividade de uma presença, na realidade que se impõe, na necessidade que precisa de uma resposta. 

Não concordo que a &quot;busca&quot; pela felicidade seja um desejo utópico sobre o qual se constrói a história. Essa &quot;busca&quot; existe e define o ser humano. Para ela existe uma resposta. Portanto, a busca não é utopia.

Sobre a observação das religiões estarem baseadas em utopias, felizmente, a minha (católica) não se baseia em utopias e nem depende do inconsciente coletivo para permanecer viva. Baseia-se num fato: um homem que é Deus.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não acredito na utopia (uma concepção irrealizável, um lugar que não existe) como ponto de partida. Acredito na objetividade de uma presença, na realidade que se impõe, na necessidade que precisa de uma resposta. </p>
<p>Não concordo que a &#8220;busca&#8221; pela felicidade seja um desejo utópico sobre o qual se constrói a história. Essa &#8220;busca&#8221; existe e define o ser humano. Para ela existe uma resposta. Portanto, a busca não é utopia.</p>
<p>Sobre a observação das religiões estarem baseadas em utopias, felizmente, a minha (católica) não se baseia em utopias e nem depende do inconsciente coletivo para permanecer viva. Baseia-se num fato: um homem que é Deus.</p>
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	<item>
		<title>Por: Iago</title>
		<link>http://patoquantico.wordpress.com/2008/02/15/como-vencer-uma-eleicao-by-taciana/#comment-211</link>
		<dc:creator>Iago</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 23:03:44 +0000</pubDate>
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		<description>Quanto à questão da utopia, o fato de grandes desastres e aberrações na história da humanidade estarem necessariamente relacionados com questões utópicas (planos, teorias), não condena a  utopia como forma de ação (ou inação), mas seu conteúdo. Não só podemos citar grandes desastres como também grandes conquistas da humanidade mediadas por ela. Como abandoná-la?

A própria religião está baseada nisso e, por tudo que já provocou de desastres a conquistas (leia-se tudo que nós provocamos), por que não a condenamos todos? Ou melhor, por que a religião é de fato um fator importante na vida de grande parte da população?

Claro, enquanto estivermos insatisfeitos com alguma coisa em nossas vidas, indignados, estaremos sempre recorrendo à imaginação, à busca, posto que é sob esse chão que caminha o humanidade, com o perdão do clichê.

Em relação à campanha, se Obama se apropria disso de uma forma, não o faz também qualquer candidato? Se ele fez melhor, se a política é assim, então questionar &quot;como ele deveria fazer&quot; ou &quot;como deveria funcionar a política, o sistema político de um país, propaganda eleitoral&quot; é também uma questão de utopia, que aliás, é parte de todo o debate em torno da formação das democracias representativas ocidentais.

Com relação ao nome do Obama, estabeleceu-se recentemente em parte da mídia americana uma tentativa de criar uma aura de rejeição sobre o candidato pela utilização constante de seu nome do meio, Hussein. Isso, claro, apoiando-se tanto no histórico de presidentes americanos (majoritariamente: homem branco? WASP? serviu no Vietnã?) quanto na recente &quot;demonização&quot; dos praticantes do islão pós 9-11: sua ascendência representaria um fator antiamericano sobre sua atuação no governo (caso vencesse). O que fizeram os parentes de Obama (que, se não me engano, é um cristão praticante) contra a bandeira-listrada-e-estrelada que vai, necessariamente, tornar-se algo concreto durante seu (eventual) governo contra os interesses do país? Ora, não se pode dizer nada a priori.

Por fim, com relação aos republicanos, suponho que após anos de governo republicano eles devam reconhecer menos problemas no país do que os democratas (e eventualmente alguns deles nem encontrem problemas mais). Ao menos no Brasil, o PT encontra bem menos problemas que os tucanos, não é o Lula quem diz que estamos no caminho correto, que &quot;agora vai&quot;?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto à questão da utopia, o fato de grandes desastres e aberrações na história da humanidade estarem necessariamente relacionados com questões utópicas (planos, teorias), não condena a  utopia como forma de ação (ou inação), mas seu conteúdo. Não só podemos citar grandes desastres como também grandes conquistas da humanidade mediadas por ela. Como abandoná-la?</p>
<p>A própria religião está baseada nisso e, por tudo que já provocou de desastres a conquistas (leia-se tudo que nós provocamos), por que não a condenamos todos? Ou melhor, por que a religião é de fato um fator importante na vida de grande parte da população?</p>
<p>Claro, enquanto estivermos insatisfeitos com alguma coisa em nossas vidas, indignados, estaremos sempre recorrendo à imaginação, à busca, posto que é sob esse chão que caminha o humanidade, com o perdão do clichê.</p>
<p>Em relação à campanha, se Obama se apropria disso de uma forma, não o faz também qualquer candidato? Se ele fez melhor, se a política é assim, então questionar &#8220;como ele deveria fazer&#8221; ou &#8220;como deveria funcionar a política, o sistema político de um país, propaganda eleitoral&#8221; é também uma questão de utopia, que aliás, é parte de todo o debate em torno da formação das democracias representativas ocidentais.</p>
<p>Com relação ao nome do Obama, estabeleceu-se recentemente em parte da mídia americana uma tentativa de criar uma aura de rejeição sobre o candidato pela utilização constante de seu nome do meio, Hussein. Isso, claro, apoiando-se tanto no histórico de presidentes americanos (majoritariamente: homem branco? WASP? serviu no Vietnã?) quanto na recente &#8220;demonização&#8221; dos praticantes do islão pós 9-11: sua ascendência representaria um fator antiamericano sobre sua atuação no governo (caso vencesse). O que fizeram os parentes de Obama (que, se não me engano, é um cristão praticante) contra a bandeira-listrada-e-estrelada que vai, necessariamente, tornar-se algo concreto durante seu (eventual) governo contra os interesses do país? Ora, não se pode dizer nada a priori.</p>
<p>Por fim, com relação aos republicanos, suponho que após anos de governo republicano eles devam reconhecer menos problemas no país do que os democratas (e eventualmente alguns deles nem encontrem problemas mais). Ao menos no Brasil, o PT encontra bem menos problemas que os tucanos, não é o Lula quem diz que estamos no caminho correto, que &#8220;agora vai&#8221;?</p>
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		<title>Por: taciana</title>
		<link>http://patoquantico.wordpress.com/2008/02/15/como-vencer-uma-eleicao-by-taciana/#comment-209</link>
		<dc:creator>taciana</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 20:01:07 +0000</pubDate>
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		<description>Iago. Manipulador shakespeareano por excelência. 

Veja, se é &quot;bobagem pura&quot;, por que você comenta? O nome de Barack Obama é Barack HUSSEIN Obama. A avó dele é muçulmana. O pai dele era muçulmano. O padrasto também. A mãe atéia. E, sim, isso vem ao caso, porque a origem e a opção religiosa são fatores importantes para os eleitores.

A utopia não é crime. Mas, se levarmos em consideração a história, foi sobre as utopias que se basearam os maiores desastres e aberrações da humanidade. 

Não entendi a afirmação que diz que &quot;parte dos republicanos&quot; faz de conta que os problemas não existem. Seriam os democratas mais pragmáticos?Baseados em quê? No fato de que &quot;yes, we can&quot;?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Iago. Manipulador shakespeareano por excelência. </p>
<p>Veja, se é &#8220;bobagem pura&#8221;, por que você comenta? O nome de Barack Obama é Barack HUSSEIN Obama. A avó dele é muçulmana. O pai dele era muçulmano. O padrasto também. A mãe atéia. E, sim, isso vem ao caso, porque a origem e a opção religiosa são fatores importantes para os eleitores.</p>
<p>A utopia não é crime. Mas, se levarmos em consideração a história, foi sobre as utopias que se basearam os maiores desastres e aberrações da humanidade. </p>
<p>Não entendi a afirmação que diz que &#8220;parte dos republicanos&#8221; faz de conta que os problemas não existem. Seriam os democratas mais pragmáticos?Baseados em quê? No fato de que &#8220;yes, we can&#8221;?</p>
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	<item>
		<title>Por: Iago</title>
		<link>http://patoquantico.wordpress.com/2008/02/15/como-vencer-uma-eleicao-by-taciana/#comment-207</link>
		<dc:creator>Iago</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 17:22:13 +0000</pubDate>
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		<description>E por que negar a utopia? É crime?

Se retórica é crime, que se acabe a política e boa parte da ciência, do jornalismo, da filosofia, etc.

Ora, a ciência política descobriu (deduziu) há muito tempo como utilizar isso em prol de N objetivos, particularmente após constituição das democracias liberais. No Brasil, a ditadura acabou com a utopia, que nos foi devolvida (estuprada) com a redemocratização. Mas aí tivemos Collor, e tanto Lula (espetáculo do crescimento) quanto FHC (inflação, real FORTE) se apoiaram na soluções de todos nossos problemas (lembrem da mão do FH). Isso não quer dizer, é claro, que a utopia é condenável. Se de fato, todos sabem que é impossível resolver todos os problemas (alguém cogita essa possibilidade?), antes reconhecê-los e buscar soluções (ainda que parciais) do que aceitá-los como inexistentes (como parte dos republicanos). Questionar se vai resolver todos é apenas deixar de entender que se trata de uma jogada eleitoral da qual todos participam e cujo resultado só será conhecido a posteriori. 

A aura utópica que envolve o slogan, seja ela eleitoreira ou não e seja quais forem seus resultados, faz parte do processo de constituição da própria civilização e, porque não, da própria busca do homem pela felicidade.

De fato, se você pensar no SLOGAN alternativo: &quot;Maybe we can&quot; ou &quot;Yes, we mostly can&quot; ou &quot;Yes, we will try&quot;, não só soa pastelão como, do ponto de vista estratégico, trata-se de jogar sua candidatura fora. &quot;WE CAN DO BETTER&quot; é suficiente para anos de desastre republicano?

Por fim, apenas uma curiosidade minha, qual a finalidade da autora em dizer Hussein Obama ao invés de Barak Obama ou simplesmente Obama? Até acharia normal se de fato todos chamassem Bill Clinton de Jefferson Clinton (Jefferson o nome do meio dele), mas o caso me lembra a historinha recente em que se acusa Obama de ser&quot;simpatizante&quot; do Islão ou até um &quot;praticamente oculto&quot; das linhas do Corão, o que o afastaria dos ideais americanos.

Bobagem pura, claro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E por que negar a utopia? É crime?</p>
<p>Se retórica é crime, que se acabe a política e boa parte da ciência, do jornalismo, da filosofia, etc.</p>
<p>Ora, a ciência política descobriu (deduziu) há muito tempo como utilizar isso em prol de N objetivos, particularmente após constituição das democracias liberais. No Brasil, a ditadura acabou com a utopia, que nos foi devolvida (estuprada) com a redemocratização. Mas aí tivemos Collor, e tanto Lula (espetáculo do crescimento) quanto FHC (inflação, real FORTE) se apoiaram na soluções de todos nossos problemas (lembrem da mão do FH). Isso não quer dizer, é claro, que a utopia é condenável. Se de fato, todos sabem que é impossível resolver todos os problemas (alguém cogita essa possibilidade?), antes reconhecê-los e buscar soluções (ainda que parciais) do que aceitá-los como inexistentes (como parte dos republicanos). Questionar se vai resolver todos é apenas deixar de entender que se trata de uma jogada eleitoral da qual todos participam e cujo resultado só será conhecido a posteriori. </p>
<p>A aura utópica que envolve o slogan, seja ela eleitoreira ou não e seja quais forem seus resultados, faz parte do processo de constituição da própria civilização e, porque não, da própria busca do homem pela felicidade.</p>
<p>De fato, se você pensar no SLOGAN alternativo: &#8220;Maybe we can&#8221; ou &#8220;Yes, we mostly can&#8221; ou &#8220;Yes, we will try&#8221;, não só soa pastelão como, do ponto de vista estratégico, trata-se de jogar sua candidatura fora. &#8220;WE CAN DO BETTER&#8221; é suficiente para anos de desastre republicano?</p>
<p>Por fim, apenas uma curiosidade minha, qual a finalidade da autora em dizer Hussein Obama ao invés de Barak Obama ou simplesmente Obama? Até acharia normal se de fato todos chamassem Bill Clinton de Jefferson Clinton (Jefferson o nome do meio dele), mas o caso me lembra a historinha recente em que se acusa Obama de ser&#8221;simpatizante&#8221; do Islão ou até um &#8220;praticamente oculto&#8221; das linhas do Corão, o que o afastaria dos ideais americanos.</p>
<p>Bobagem pura, claro.</p>
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	<item>
		<title>Por: Gustavo</title>
		<link>http://patoquantico.wordpress.com/2008/02/15/como-vencer-uma-eleicao-by-taciana/#comment-189</link>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 20:45:22 +0000</pubDate>
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		<description>Caraca!
&quot;Yes, we can&quot; é mesmo um slogan fudido pra uma campanha... &quot;Heal the qorld and repair our nation...&quot; Dá até pra se arrepiar se não lembrar o quanto isso pode ser ilusório.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caraca!<br />
&#8220;Yes, we can&#8221; é mesmo um slogan fudido pra uma campanha&#8230; &#8220;Heal the qorld and repair our nation&#8230;&#8221; Dá até pra se arrepiar se não lembrar o quanto isso pode ser ilusório.</p>
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